quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A BICICLETA E A ORDEM ECONOMICA MUNDIAL


A BICICLETA E A ORDEM ECONÔMICA MUNDIAL



Se sabe por inúmeros estudos e demonstrações econômicas que poucos grupos controlam a economia mundial, e, por se sentirem seguros entre si, criam e recriam conceitos para servir a governos e mídias a partir dos governos centrais de primeiro ao último mundo, se é que isto existe, de modo a garantir a hegemonia do grupinho e não permitir que novos grupos ingressem no clube fechado que se ousa na infame autodenominação de únicos conhecedores e gestores dos destinos econômicos globais.

Para tanto, os postulados que criam, por servirem ao seu grupo, quando descobertos em ato falho, porque não serve a todos, cria bordões econômicos de gestão para inibir iniciativas e criadores que tenham soluções para os graves problemas econômicos mundiais.

Ouvi em Portugal um destes, que me chamou a atenção pela empáfia, e, depois foi repetido no Brasil, pelos doutores da gestão econômica serviente aos grandes grupos econômicos, que dá conta da seguinte frase fascista do gestor incapaz: ninguém vá dizer que em economia inventou a roda ou a bicicleta.

Discordo frontalmente não dá idiotice de se fazer valer como ditador através de um parâmetro imperfeito ou não lúcido, mas do fato de que referido bordão, suado e já podre, que já não cabe mais aos ouvidos de gente que raciocina e enxerga estar o gestor em questão perdido sem solução e sem bússola.

Ocorre que em matéria econômica do último século para cá diversas rodas e bicicletas foram concebidas com sucesso, e, neste sentir, basta ver o sucesso da nova indústria de produtos recicláveis, como da economia do mercado eletrônico, dentre outras.

O que gestores terceiro mundistas ou de economias menores ainda no primeiro mundo não percebem é o quanto estão sendo enrolados e quanto enrolam os outros, por satisfazer este pequeno grupo.

Tanto em Portugal como no Brasil, se o resultado macroeconômico for colocado em um conjunto, o quanto se produz nunca pagará o que se deve, e, isto serve aos desígnios do grupo fechado, que tem o bordão mais surrado da era contemporânea para manter a escravidão econômica de economias menores, que dívida não se paga se administra.

Depois este pequeno grupo, fica à espreita de alternativas econômicas a uma economia fechada sem solução, cooptando e se servindo de boas ideias, tal como as antes citadas de produtos recicláveis e mercado eletrônico, de modo que, grandes ideias se incorporem ao seu grupo, e, de novo, o ciclo vicioso se mantém, ou seja, toda vez que a iniciativa de boas ideias for libertadora, será alvo de alguém deixando de lado ou prejudicando, de modo que, quando a ideia não estiver mais em situação de ser implantada por iniciativa própria, o grupo fechado se apropria, envolvendo bancos e grandes conglomerados, e, depois diz ao povo que não se inventa nem a roda nem a bicicleta em matéria econômica.

Em que pese o poderio destes grupos, o do grupo que administra estes, algumas revistas econômicas apontam não mais do que 90 pessoas comandam a economia mundial, ainda, assim, acredito que povos bem orientados e determinados, com boas ideias implantadas, e, sobretudo, analisando o conjunto de riquezas realmente existentes pode sair deste ciclo vicioso.

A pujança das economias, por vezes limitada por ditadores que encerram o cenário para a roda e a bicicleta, vai muito além das riquezas apontadas por índices aceitos e manipulados por este grupo.

Ora se você não enxerga o que realmente tem de capacidade e fica limitado e enxergar a bicicleta e a roda, deixa de lado todo o universo que criou os produtos recicláveis e mercado eletrônico.

O fato é que o grupo sequer é inteligente, porque humano, é só esperto, e por este motivo limitado, e, quem quiser servir a causas justas e mais nobres da libertação econômica de pequenas economias, tem a primeira missão de fazer com que gestores bem intencionados acordem de seus delírios, passem a enxergar a economia através de potenciais inexplorados, e, deixem que as pequenas economias gerem e gerenciem estes novos potenciais, criando novo fator de relação de grandeza entre produção de riqueza e dívidas a pagar.

A gestão macro econômica brasileira, por ora acéfala, desta visão, em razão de estar sendo bombardeada por contextos maiores, com interesses duvidáveis, tal como a economia de Portugal reúne as grandezas necessárias, para retomar o pulso da economia, principiando, por transparência, e modelos novos de gestão e coparticipação econômica, criando novo arsenal de combate ao modelo gestor da economia mundial, que, neste particular só serve para prejudicar terceiro mundistas e pequenas economias em débito.

A prova de que gestores estão desviados do caminho da saída da libertação econômica, por exemplo no Brasil, este articulista, analisou, sopesou, e enfrentou cientificamente todos os testes de stress, de solução do modelo econômico brasileiro, para sair do ciclo vicioso, ao encontrar a solução, comunicou, para apresentação ao STF e Presidência da República, e, a  esta última chegando ofertou a possibilidade de audiência via skype, por não mais do que 15 minutos iniciais, e a Presidente respondeu que não tem tempo para este tipo de assunto, ou seja, então pastem todos, ou andemos de bicicleta, a hora que acordarem de seu delírio pode ser tarde demais.

Podemos e devemos perceber a economia para além da reinvenção da roda e da bicicleta, contendo a ganância dos grandes grupos, criando e fortalecendo novos modelos econômicos de exploração dos novos agregados econômicos de maneira própria e transparente.

Só para finalizar, as grandes empresas fartas de ganhar dinheiro, porém sem inteligência, vivem criando campanhas para aproveitar inteligência, através de canais que somente a estas enriquecem, na era do pleno desenvolvimento, é momento de perceber o quanto temos a contribuir de real inteligência própria resultando em nova matriz econômica exportável, deixando de lado o furto de grandes grupos, sobretudo em necessidades inevitáveis e reais, hoje inexploradas, tal como a borboleta na janela que só mante se liberta quando deixa de bater inutilmente no vidro.




HÉLIO BARRETO DOS SANTOS FILHO


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