A BICICLETA E A ORDEM ECONÔMICA MUNDIAL
Se sabe por inúmeros estudos e demonstrações econômicas que
poucos grupos controlam a economia mundial, e, por se sentirem seguros entre
si, criam e recriam conceitos para servir a governos e mídias a partir dos
governos centrais de primeiro ao último mundo, se é que isto existe, de modo a
garantir a hegemonia do grupinho e não permitir que novos grupos ingressem no
clube fechado que se ousa na infame autodenominação de únicos conhecedores e
gestores dos destinos econômicos globais.
Para tanto, os postulados que criam, por servirem ao seu grupo,
quando descobertos em ato falho, porque não serve a todos, cria bordões
econômicos de gestão para inibir iniciativas e criadores que tenham soluções
para os graves problemas econômicos mundiais.
Ouvi em Portugal um destes, que me chamou a atenção pela empáfia,
e, depois foi repetido no Brasil, pelos doutores da gestão econômica serviente
aos grandes grupos econômicos, que dá conta da seguinte frase fascista do
gestor incapaz: ninguém vá dizer que em economia inventou a roda ou a bicicleta.
Discordo frontalmente não dá idiotice de se fazer valer como
ditador através de um parâmetro imperfeito ou não lúcido, mas do fato de que
referido bordão, suado e já podre, que já não cabe mais aos ouvidos de gente
que raciocina e enxerga estar o gestor em questão perdido sem solução e sem
bússola.
Ocorre que em matéria econômica do último século para cá
diversas rodas e bicicletas foram concebidas com sucesso, e, neste sentir,
basta ver o sucesso da nova indústria de produtos recicláveis, como da economia
do mercado eletrônico, dentre outras.
O que gestores terceiro mundistas ou de economias menores ainda
no primeiro mundo não percebem é o quanto estão sendo enrolados e quanto enrolam
os outros, por satisfazer este pequeno grupo.
Tanto em Portugal como no Brasil, se o resultado macroeconômico
for colocado em um conjunto, o quanto se produz nunca pagará o que se deve, e,
isto serve aos desígnios do grupo fechado, que tem o bordão mais surrado da era
contemporânea para manter a escravidão econômica de economias menores, que
dívida não se paga se administra.
Depois este pequeno grupo, fica à espreita de alternativas
econômicas a uma economia fechada sem solução, cooptando e se servindo de boas
ideias, tal como as antes citadas de produtos recicláveis e mercado eletrônico,
de modo que, grandes ideias se incorporem ao seu grupo, e, de novo, o ciclo
vicioso se mantém, ou seja, toda vez que a iniciativa de boas ideias for
libertadora, será alvo de alguém deixando de lado ou prejudicando, de modo que,
quando a ideia não estiver mais em situação de ser implantada por iniciativa
própria, o grupo fechado se apropria, envolvendo bancos e grandes
conglomerados, e, depois diz ao povo que não se inventa nem a roda nem a
bicicleta em matéria econômica.
Em que pese o poderio destes grupos, o do grupo que administra
estes, algumas revistas econômicas apontam não mais do que 90 pessoas comandam
a economia mundial, ainda, assim, acredito que povos bem orientados e
determinados, com boas ideias implantadas, e, sobretudo, analisando o conjunto
de riquezas realmente existentes pode sair deste ciclo vicioso.
A pujança das economias, por vezes limitada por ditadores que
encerram o cenário para a roda e a bicicleta, vai muito além das riquezas
apontadas por índices aceitos e manipulados por este grupo.
Ora se você não enxerga o que realmente tem de capacidade e fica
limitado e enxergar a bicicleta e a roda, deixa de lado todo o universo que
criou os produtos recicláveis e mercado eletrônico.
O fato é que o grupo sequer é inteligente, porque humano, é só
esperto, e por este motivo limitado, e, quem quiser servir a causas justas e
mais nobres da libertação econômica de pequenas economias, tem a primeira missão
de fazer com que gestores bem intencionados acordem de seus delírios, passem a
enxergar a economia através de potenciais inexplorados, e, deixem que as
pequenas economias gerem e gerenciem estes novos potenciais, criando novo fator
de relação de grandeza entre produção de riqueza e dívidas a pagar.
A gestão macro econômica brasileira, por ora acéfala, desta
visão, em razão de estar sendo bombardeada por contextos maiores, com
interesses duvidáveis, tal como a economia de Portugal reúne as grandezas
necessárias, para retomar o pulso da economia, principiando, por transparência,
e modelos novos de gestão e coparticipação econômica, criando novo arsenal de combate
ao modelo gestor da economia mundial, que, neste particular só serve para
prejudicar terceiro mundistas e pequenas economias em débito.
A prova de que gestores estão desviados do caminho da saída da
libertação econômica, por exemplo no Brasil, este articulista, analisou,
sopesou, e enfrentou cientificamente todos os testes de stress, de solução do
modelo econômico brasileiro, para sair do ciclo vicioso, ao encontrar a
solução, comunicou, para apresentação ao STF e Presidência da República, e, a esta última chegando ofertou a possibilidade
de audiência via skype, por não mais do que 15 minutos iniciais, e a Presidente
respondeu que não tem tempo para este tipo de assunto, ou seja, então pastem
todos, ou andemos de bicicleta, a hora que acordarem de seu delírio pode ser
tarde demais.
Podemos e devemos perceber a economia para além da reinvenção da
roda e da bicicleta, contendo a ganância dos grandes grupos, criando e
fortalecendo novos modelos econômicos de exploração dos novos agregados econômicos
de maneira própria e transparente.
Só para finalizar, as grandes empresas fartas de ganhar
dinheiro, porém sem inteligência, vivem criando campanhas para aproveitar
inteligência, através de canais que somente a estas enriquecem, na era do pleno
desenvolvimento, é momento de perceber o quanto temos a contribuir de real
inteligência própria resultando em nova matriz econômica exportável, deixando
de lado o furto de grandes grupos, sobretudo em necessidades inevitáveis e
reais, hoje inexploradas, tal como a borboleta na janela que só mante se
liberta quando deixa de bater inutilmente no vidro.
HÉLIO BARRETO DOS SANTOS FILHO
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